sexta-feira, 13 de setembro de 2013

BOXE / A nobre arte em seu momento máximo

Neste finalzinho de sábado, madrugada de domingo, os fãs do esporte em geral – e não apenas das modalidades de luta – terão uma rara chance de acompanhar um daqueles momentos que prometem entrar para a história. Frente a frente, no ringue do majestoso MGM Grand, em Las Vegas (EUA), um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Floyd Mayweather Jr., medirá forças com a maior promessa do boxe surgida desde a aposentadoria de Mike Tyson, Lennox Lewis, Evander Holyfield e Roy Jones Jr – o jovem mexicano Saul Canelo Alvarez. Um duelo de invictos, que apontará o maior boxeador da atualidade em todos os pesos.
Esse combate, que é apontado por vários especialistas no esporte como uma das maiores lutas do boxe moderno e movimentará algo estimado em US$ 200 milhões, terá transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal Sportv, a partir das 23 horas deste sábado.
E para falar da importância dessa luta histórica, o ESPORTEAGITO reproduz, a seguir, um texto de autoria do professor e jornalista Paulo Godinho, comentarista de boxe do canal Fox Sports, publicado em sua página do Facebook. E, ao final, um link para o comentário de outro grande especialista no assunto, o mestre Daniel Fucs.

FLOYD MAYWEATHER JR X SAUL CANELO ALVAREZ, O COMBATE

Paulo Godinho
Sábado próximo veremos um combate como há algumas décadas não nos foi possível presenciar. O melhor boxeador dos últimos dez anos enfrentará a maior promessa nesse esporte nessa mesma década.
No MGM Grand, Las Vegas, se enfrentarão Floyd Mayweather Jr e o mexicano Saul Canelo Alvarez. Idades, estilos e procedimentos absolutamente diversos, mas ambos clássicos e sensacionais em suas ações na nobre arte.
Floyd gaba-se de sua técnica defensiva e isso ninguém ousará discutir; de um trabalho defensivo nas cordas onde ele tem conseguido ótimos resultados frente a alguns dos seus últimos adversários, mas onde também, a meu ver, tem recebido golpes e deixado de receber outros, numa exposição física tão infantil como desnecessária; e termina por desfazer nos adversários de Canelo, declarando que prefere apenas citar os nomes dos campeões por ele derrotados, com clara referência a Oscar De La Hoya e Shane Mosley, por exemplo. No que diz respeito ao “Golden Boy”, ele tinha 34 anos, em franca decadência e fez um combate onde perdeu para Mayweather por pequena margem e em decisão dividida (2 x 1). Quanto a Mosley, já completara 39 anos e já falava em aposentadoria, que posteriormente adiou. Sem desmerecer as carreiras de De La Hoya e Mosley, à época que eles se bateram com Mayweather, positivamente, já não eram os mesmos dos seus melhores dias.
Para sermos justos com a ocasião, vamos falar dos três últimos compromissos dos adversários de sábado próximo.
Mayweather lutou contra Victor Ortiz em 17/09/2011 e ganhou por KO no 4º round; contra Miguel Angel Cotto em 05/05/2012 e ganhou por decisão unânime em 12 rounds; e por último, ganhou por decisão unânime em 12 tempos de Robert Guerrero, em 04/05/2013.
Saul Alvarez ganhou de Shane Mosley por decisão unânime em 12 rounds, em 05/05/2012; impôs um TKO no 5º a Josesito Lopez, em 15/09/2012; e venceu Austin Trout por unanimidade em 12, em 20/04/2013.
Da mesma forma que achamos Mosley já ultrapassado quando enfrentou Mayweather em 2010, não iremos levá-lo em consideração, quando perdeu para Canelo em 2012; o combate contra Josesito Lopez foi um verdadeiro massacre, não pela fragilidade de Lopez, mas pela enorme qualidade de Alvarez. Austin Trout foi o último adversário do orgulho “Ruivo” de Guadalajara; brilhante lutador, Trout fez de tudo para superar Saul, mas sucumbiu aos pontos em 12, e ainda sofreu um knockdown no 7º. Aos 23 anos de idade, crescendo a cada um dos seus combates, Saul Canelo Alvarez subirá sábado ao ringue do MGM Grand com a consciência de que estará frente a um adversário diferente de todos os outros que ele já enfrentou.
Floyd Mayweather Jr deixou muito a desejar em sua vitória contra Victor Ortiz. Um KO “por acaso”, conseguido depois de uma quebra de “fair play”, tendo golpeado duramente a Ortiz, que, de guarda baixa, após ter sido advertido pelo árbitro por uma cabeçada, a ele se dirigia em nítida postura de desculpas. Andávamos pelo quarto tempo e “the Money” encontrava dificuldades para conter a fúria de Ortiz. Miguel Angel Cotto não foi adversário para Mayweather, que o maltratou por uma dúzia de rounds. Cotto é um ótimo pugilista, com uma resistência inacreditável a golpes, mas está anos-luz de diferença para Saul Alvarez. Nesse combate Mayweather mostrou que não é um pegador, pois bateu à vontade em Cotto e não o colocou na lona em nenhuma oportunidade. E a luta do “Pretty Boy” contra Robert Guerrero foi uma brincadeira, onde só houve um lutador no ringue; portanto, Floyd , com todas as suas qualidades, em seus três últimos compromissos, não tem muito do que se gabar.
Como comentarista de boxe da FOX SPORTS, fiz as lutas de Canelo contra Matthew Hatton, Ryan Rhodes, Kermit Cintron, Shane Mosley e Josesito Lopez; e assisti à luta contra Austin Trout. É certo que Saul vem se mostrando num crescente de atuações, mostrando-se a cada vez, mais e mais agressivo, onde destaco seu potentíssimo “jab” de esquerda seguido de “hooks” à linha de cintura, sem esquecer sua mão direita em perfeita cobertura à sua cabeça. Canelo, uma vez atacando, o faz com verdadeiras “barragens de artilharia”, em combinações tão brilhantes como perfeitas, no corpo e cabeça de seus oponentes.
Mayweather até hoje não enfrentou ninguém verdadeiramente pegador. Agora vai enfrentar. Da mesma forma, Canelo ainda não se deparou no mesmo ringue com um oponente com a velocidade, a versatilidade defensiva e a lucidez de Floyd; agora vai enfrentar. Pela experiência que tenho em mais de 50 anos de boxe, posso afirmar que, se “The Money” se encostar-se às cordas para Canelo, vai virar uma peneira, de tantos golpes que receberá, e, em nenhum momento o “Pretty Boy” vai poder arriar aquela mão esquerda e defender-se com o queixo encostado no ombro. Se o fizer, correrá o risco de fazê-lo apenas uma vez, pois, se sair ileso das cordas, garanto que não irá repetir a experiência nessa luta.
Floyd tem a calma, a paciência, a categoria estilizada e o preparo físico dos craques. Sábado ele terá que mostrar um trabalho de pernas e movimentação de ringue muito maior do apresentado em seus últimos combates. Não vai poder parar à frente do menino de Guadalajara, pois, a trocação de golpes só lhe será contrária. Saul não vai poder deixar que Floyd circule pelo ringue à vontade, se deixar, terá dificuldades para superá-lo. Veremos o encontro de dois ótimos lutadores; um verdadeiro estilista em todos os sentidos, o “Pretty Boy”; o outro, um pegador atômico com bastante técnica e disposição para não deixar o combate chegar ao seu limitei de rounds.
É uma luta para todos os gostos, onde diversas serão as opiniões dos especialistas, mas a meu ver, essa luta não tem favorito, ela será decidida no ringue: a defesa contra o ataque; a juventude contra a veteranice. Um trabalho mental que já deve estar sendo preparado para ambos. Eu aprecio demais o jovem fenômeno mexicano, mas o Boxe a esse nível, poderá nos mostrar surpresas para ambos os lados.
É um combate imperdível.

Leia, também, o comentário feito pelo jornalista e árbitro internacional de boxe Daniel Fucs, comentarista do canal Sportv.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

LUTAS / Projeto de lei quer proibir transmissão de lutas de MMA

Da Agência Brasil
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados proíbe as emissoras de televisão de transmitirem lutas marciais não olímpicas. Caso aprovado, campeonatos de artes marciais mistas (MMA) não poderão ser veiculados no país. A norma inclui o Ultimate Fighting Championship (UFC), principal torneio mundial de MMA, com 1 bilhão de espectadores em todo o mundo, segundo a Comissão Atlética Brasileira de MMA.
O Projeto de Lei (PL) 55.344/09 foi debatido nesta terça-feira (27 de agosto) no seminário O MMA e a Televisão: Entretenimento, Formação da Cidadania ou Banalização da Violência? na Câmara dos Deputados.  O projeto aguarda parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados e ainda tem que passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.
O projeto prevê uma multa de R$ 150 mil à emissora que descumprir a lei. Caso reincida, a multa dobra de valor e, caso haja nova reincidência, a emissora perde o direito à concessão pública, ou seja, perde o canal de TV. O PL exclui, no entanto, as lutas marciais não olímpicas não violentas. A capoeira, por exemplo, poderia ser transmitida. Estariam sujeitos à lei os canais da TV aberta e da TV paga.
"É importante tirar essa luta da TV, porque a única lição que ela propagandeia é a violência. São golpes violentos, joelhadas, golpes violentos no rosto e onde o sangue é o suor, como dizem aqueles que gostam do MMA", diz o deputado José Mentor (PT-SP). "Pesquisas feitas no exterior mostram que a TV influencia a juventude. Antes (do MMA) você via briga de escola, mas não via joelhada no estômago como há hoje".
O deputado nega que o projeto seja censura e compara a veiculação de lutas violentas a veiculação de propagandas de cigarro – proibidas em revistas, jornais, outdoors, televisão e rádios desde o ano 2000.
O presidente da Confederação Brasileira de Artes Marciais Mistas (CBMMA), Elísio Cardoso Macambira, defende a prática como esporte. Segundo ele, 1 milhão de pessoas praticam o MMA no Brasil. "O praticante é um superatleta. Tem um treinamento muito rígido, de 12 horas por dia, adquire músculos. Quando entra para lutar, ele tem condições de aguentar os golpes do adversário", diz. Macambira acrescenta que os campeonatos profissionais seguem uma série de normas de segurança para os praticantes e também para quem assiste às lutas. O próprio MMA não é, segundo ele, uma prática sem regras. No ringue, há restrições que protegem os competidores, como a proibição de golpes na nuca e nas genitálias.
No Brasil, o UFC é transmitido ao vivo no canal de TV a cabo, Canal Combate, e, pela Globo, de madrugada. Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o acordo de transmissão das lutas de UFC firmado pela Globo e pelo Canal Combate pode render de R$ 771 milhões a R$ 1 bilhão. O contrato se estende até 2022 e afasta a possibilidade de outra emissora ter, em um futuro próximo, os direitos de transmissão. Na reportagem, a Globo não se manifestou.
O deputado Magno Malta (PR - ES) disse que outros esportes transmitidos ao vivo são tão violentos quanto as lutas de MMA. "Nós assistimos a morte de Ayrton Senna na Fórmula 1 ao vivo". Segundo ele, seria necessário proibir também outras transmissões para que se justificasse a proibição do MMA.
A declaração foi apoiada pelo deputado Acelino Freitas (PRB - BA), o Popó. O ex-lutador de boxe defendeu as transmissões e o esporte como forma de inclusão social. "Proibir a transmissão é proibir o esporte. O patrocinador só tem interesse se houver divulgação e, sem dinheiro, o esporte acaba", diz. "Temos muitos nomes do MMA que mudaram, com a prática, a própria vida e a vida de muitas pessoas".
O MMA é um esporte que mistura técnicas de várias artes marciais. A modalidade começou no Brasil, quando os irmãos Hélio e Carlos Gracie, um dos fundadores do jiu-jitsu brasileiro, desafiava competidores de várias modalidades para lutas sem regras. Um dos filhos de Hélio, Rórion, organizou a primeira edição do UFC em 1993. Anos mais tarde, o UFC foi vendido para seus atuais proprietários, os norte-americanos Lorenzo e Frank Fertitta e Dana White.

Pela classificação indicativa, definida pelo Ministério da Justiça, o MMA é considerado inapropriado a menores de 18 anos – a máxima classificação –, podendo ser veiculado das 23h às 6h na TV aberta.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

FUTEBOL / Claúsula garante ao Fluminense equiparação de condições para uso do Maracanã

Siemsen: Fluminense fechou
o melhor contrato
Da Redação do EsporteAgito
Diferentemente do que vem sendo noticiado pela grande imprensa, o Fluminense garante que não existe a menor possibilidade de o contrato fechado pelo Consórcio Maracanã S/A com o Flamengo beneficiar o clube da Gávea em detrimento ao Tricolor das Laranjeiras.
Segundo notícia veiculada nesta terça-feira (16 de julho) pelo site Portal Fluminense (www.portalfluminense.com.br), durante uma reunião do Conselho Deliberativo realizada naquele mesmo dia, nas Laranjeiras, o presidente do clube, Peter Siemsen, mostrou aos conselheiros as cláusulas especiais do contrato do Fluminense com o consórcio que administra o novo Maracanã destacando uma, em particular: a que prevê que, caso outro clube feche com o Maracanã posteriormente a assinatura do contrato com o Tricolor – o que ocorreu logo depois com o Flamengo – o Fluminense avaliará o mesmo e se julgar que este é mais vantajoso que o seu, tem o direito, por escrito, de exigir as mesmas condições do contrato do rival.
Para os que criticam acerto feito pelo clube para a utilização do Maraca pelos próximos 35 anos, o presidente do Fluminense – que é advogado empresarial – garante que o tempo irá provar que o contrato tricolor é mais vantajoso. 

Contudo, Siemsen não explicou (ou, então, não foi perguntado a respeito) se a tal “cláusula de confidencialidade” que os rubro-negros dizem constar em seu contrato não seria um obstáculo para o clube ter acesso às verdadeiras condições negociadas com o Flamengo. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

FUTSAL / ADDP/Cabo Frio é campeã carioca pela primeira vez

Foto: Léo Borges/ADDP/Cabo Frio
Com garra, talento e determinação, a ADDP/Cabo Frio conquistou seu primeiro título carioca de futsal, categoria adulto masculino. O time venceu a Casa de España/Botafogo por 4 a 3 na noite desta quinta-feira (27 de junho) e fechou com chave de ouro uma campanha irrepreensível ao longo de todo o Campeonato Carioca.
O gol de Wellington, a 50 segundos do fim do jogo, deflagrou uma festa para as mais de 3 mil pessoas que estiveram presentes no ginásio Alfredo Barreto, em Cabo Frio, criando uma incrível atmosfera para a decisão.
O empate já daria o título à ADDP/Cabo Frio, mas a Casa de España/Botafogo tentou o gol que levaria o jogo para a prorrogação. O ginásio aguardava com expectativa o final da partida, que veio em um chute certeiro de Wellington, aos 39’10. A partir daí, delírio nas arquibancadas e a comemoração pelo título inédito da ADDP/Cabo Frio, com justiça campeã carioca de futsal de 2013.
O elenco campeão formou com os seguintes jogadores: Marcelo, Marrinha, Dudu, Marcos Paulo, Rodriguinho Guadalupe, Bruno Regufe, Renatinho, Fabrício, Arthur, Rodriguinho, Daniel, Mike, Vinícius, Wellington, Dawisson, Rodolpho, David, Bruno Ciro, Digo, Sanny, Higor, Juninho, Gabriel, Jackson, Mumu, Jonathan Sperandio, Jonathan de Jesus (sub20), Digão (sub20), Ewerton (sub20), Jônatas (sub20), Kaká (sub20), Breno (sub20), Mattheus Leonardes (sub20), Matheus Quintanilha (sub20) e Luiz Carvalho (sub20). O técnico é Everaldo Rangel, que teve como auxiliar-técnico Cupim e Alexandre Bandeira, Anderson Mangueira e Carlos Henrique como assistentes técnicos.

A campanha
Fase de Classificação
4/4 – Casa de España/Botafogo 3 x 4 ADDP/Cabo Frio
12/4 - ADDP/Cabo Frio 4 x 1 América
19/4 – Vasco/Tamoyo 1 x 1 ADDP/Cabo Frio
3/5 - ADDP/Cabo Frio 3 x 0 Comary/Teresópolis
10/5 - ADDP/Cabo Frio 5 x 0 Casa de España/Botafogo
17/5 – América 3 x 4 ADDP/Cabo Frio
21/5 - ADDP/Cabo Frio 4 x 1 Vasco/Tamoyo
7/6 – Comary/Teresópolis 5 x 1 ADDP/Cabo Frio
Semifinais
13/6 – Comary/Teresópolis 2 x 5 ADDP/Cabo Frio
20/6 - ADDP/Cabo Frio 4 x 1 Comary/Teresópolis
Finais
24/6 – Casa de España/Botafogo 2 x 3 ADDP/Cabo Frio
27/6 – ADDP/Cabo Frio 4 x 3 Casa de España/Botafogo


(Fonte: Assessoria de Imprensa da ADDP/Cabo Frio) 

terça-feira, 18 de junho de 2013

LUTAS / Fernando Camolês, uma nova aposta do MMA nacional

Foto: Priscila Tessarini/Divulgação
O card completo do próximo WOCS já está fechado. O evento de MMA (artes marciais mistas) que acontecerá no dia 26 de julho, no clube Hebraica, na Zona Sul do Rio de Janeiro, terá como luta principal a disputa pelo cinturão até 70kg entre Giovani Diniz (Nova União) e Paulo Bananada (Team Nogueira/ X-Gym).
Porém, uma jovem promessa de uma das mais tradicionais equipes de MMA do mundo, a Brazilian Top Team (BTT), quer roubar a cena. O peso-pesado Fernando Camolês (foto) pretende seguir invicto na sua carreira diante de Wagner Vagão (Team Nogueira), na última luta do card preliminar.
Oriundo do Judô, o grandalhão de 1,96m e 112 kg, está na ponta dos cascos. Depois de um período de dois meses na Tailândia treinando muay thai na Tiger, academia que é referência da modalidade do mundo, ele quer mostrar que a BTT tem uma nova e talentosa geração a fim de manter o nome da instituição entre as principais do esporte.
 “Já fiz quatro lutas de MMA e consegui quatro vitórias. Apesar de estar começando em competições nesse esporte, convivo com a pressão pela vitória desde pequeno, quando praticava judô. Cheguei a estar na disputa por uma vaga na delegação para as Olimpíadas de 2008 em Pequim, mas uma lesão frustrou meus planos. Porém, isso me fez despertar um interesse gigante pelo MMA e passei a focar nisso para minha carreira”, disse o lutador de 27 anos.
“Nesse esporte você tem que ser completo. Eu respeito muito todas as artes marciais e gosto de conhecer cada uma delas a fundo. Esse período na Tailândia foi maravilhoso. Aprendemos a raiz do muay thai e tudo o que ele tem de filosofia. Treinamos muito mesmo. Voltamos para o Brasil exaustos. Mas valeu a pena. Hoje me sinto mais preparado do que na minha última luta. E quero sempre sentir essa sensação de que sempre posso melhorar”, concluiu.
Fernando Camolês foi o responsável pela vitória do time do Rio de Janeiro sobre a equipe de São Paulo na primeira edição do Mestre do Combate, em novembro do ano passado, quando entrou no cage pela última vez. Após derrubar Kitner Moura com um belo um uchi-mata, típico golpe do judô, Fernando finalizou a luta com uma chave de perna ainda no primeiro round. O resultado fez o time comandado por Murilo Bustamante vencer de virada por 3 a 2 os lutadores chefiados por Francisco Veras.
(Fonte: Ideallize A.C.)

PARADESPORTO / A importância do rugbi em cadeiras de rodas na reinclusão social das pessoas

Fotos: Santer Rio Rugby
Por Milton Duarte Menezes
Especial para o EsporteAgito

Um esporte paralímpico criado na década de 70, inspirado nas regras do rugbi e do futebol americano, chamado rugbi em cadeiras de rodas ou quad rugbi, embora ainda pouco popular no Brasil, vem se tornando cada vez mais uma boa alternativa terapêutica e de reinserção social para deficientes físicos com limitação motora em três ou quatro membros.
Nesta modalidade, os jogadores são classificados dentro de uma pontuação que vai de 0,5 a 3,5 pontos. O que determina a diferença é o grau de deficiência: os mais limitados têm pontuações menores, e os menos têm peso maior. O jogo acontece em uma quadra com as mesmas dimensões da quadra de basquete e a bola é semelhante à de vôlei.
Desportivamente, o Brasil ainda não foi representado nas Paralimpíadas – o que vai acontecer em 2016, no Rio de Janeiro. O nosso melhor resultado aconteceu nos Jogos Parapan-americanos do México, em 2011, quando a seleção brasileira conquistou a medalha de bronze.
Destaque da seleção brasileira de quad rugby,
Guilherme Camargo divulga a modalidade no
programa do Apolinho, Washington Rodrigues,
na Rádio Tupi do Rio de Janeiro
Porém, o mais importante disso tudo é que, além do aspecto meramente competitivo, esse esporte ganha destaque ao desempenhar um papel ainda mais nobre, o de servir como meio de reinclusão social de pessoas com deficiência que sofrem com preconceitos e com a ausência de facilitação nas vias de locomoção pública, desprovidas de acessibilidade, obrigando-as a passarem por constrangimentos desnecessários, o que não aconteceria se as autoridades governamentais se lembrassem deles.
O ponto alto do rugbi em cadeiras de rodas é que, apesar de ser um esporte paralímpico, ele representa um grande desafio para o deficiente físico, tanto pelas regras do jogo quanto pelo grau de dificuldade do mesmo. Para se ter uma ideia, as equipes são formadas por quatro jogadores e há oito reservas à disposição do técnico. Esta grande quantidade de suplentes é explicada pela intensidade das colisões entre competidores e cadeiras. É necessário ter agilidade para manusear a bola, acelerar, frear e direcionar a cadeira. O jogador pode ter a posse da bola por tempo indeterminado, mas é preciso quicá-la, pelo menos, uma vez a cada 10 segundos.

A vitória da superação
Afora o aspecto social, contudo, o Brasil tem pretensões de se tornar também cada vez mais forte e respeitado nas quadras de quad rugbi do mundo, fazendo frente às principais seleções da modalidade atualmente, que são Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Grã-Bretanha.
O grande impulso e consequente avanço desse esporte no país se deu a partir da criação da Associação Brasileira de Rugby em Cadeiras de Rodas (ABRC), que incentivou o crescimento do mesmo em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba (PR), São Paulo e Campinas (SP), onde surgiram grandes equipes, dando condições ao Brasil de participar do Parapan-MEX e assegurar presença nas Paralimpíadas do Rio daqui a três anos.
Dentre essas mais categorizadas equipes surgiu a Santer Rio Rugby, com o apoio da Associação Santer de Ação Comunitária, em maio de 2011. A base do time foi composta de paratletas do extinto Guerreiros da Inclusão, que conquistou importantes resultados e ganhou destaque nacional na modalidade.
A equipe do Santer Rio Rugby
Na nova fase, o time passou a treinar no Arouca Barra Clube, com sede na Barra da Tijuca, à Avenida das Américas, 2.300.
Os principais resultados do Santer Rio são: o bicampeonato Carioca (2011/12), o título da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de 2011 e o terceiro lugar na Copa América Quad Rugby de 2013. Nos últimos anos, três jogadores do Santer Rio marcam presença na Seleção Brasileira – Guilherme Camargo, Eduardo Mayr e o defensor Junior Wirzma, considerado o melhor 0,5 ponto do país.

Por suas próprias características, o rugbi de cadeira de rodas proporciona uma motivação especial ao deficiente, que a cada partida em que participa, sente renovado, dentro de si mesmo, o sentido da vida e que nada nos acontece por acaso, e sim para possamos ver a vida sob um outro olhar, um olhar bem mais amplo, desafiador e que dá a cada um a oportunidade de sentir que são vencedores sempre, basta para isso estarem ali na quadra jogando, não importa o resultado. A VITÓRIA já está garantida...  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

BASQUETE / Sonho do Flu de acesso ao NBB fica adiado


Da Redação do EsporteAgito
Ainda não foi desta vez. O Fluminense lutou até o fim, mas não conseguiu vencer o Tijuca no jogo decisivo, disputado na última sexta-feira (17 de maio), no ginásio da Rua Desembargador Isidro, na Tijuca, válido pelo triangular de acesso ao Novo Basquete Brasil (NBB).
A equipe tricolor chegou a ficar a um ponto de diferença no quarto final, mas não conseguiu sustentar a vantagem. O resultado foi 81 a 76 (37 a 29) para os donos da casa. Tijuca e Macaé conseguiram as duas vagas para o NBB do ano que vem.

FUTSAL / Equipe de Cabo Frio se isola na liderança do Carioca adulto masculino

Com dois gols, Fabrício teve atuação destacada em mais
uma vitória da ADDP/Cabo Frio
Foto: Léo Borges / FutsalRio
A ADDP/Cabo Frio conquistou uma importante vitória diante do América na noite da última sexta-feira (17 de maio), em partida válida pela 7ª rodada do Campeonato Carioca Adulto de Futsal. O time cabofriense se isolou na liderança do campeonato, com 16 pontos, chegando à quinta vitória em seis jogos disputados.

O resultado foi importante para a ADDP/Cabo Frio porque, além de se manter na liderança do Campeonato Carioca, a equipe garantiu vantagem nas semifinais. Com 10 pontos de frente sobre América e Casa de España/Botafogo, a ADDP já assegurou pelo menos o segundo lugar na fase de classificação.
Para confirmar de vez a primeira colocação, o time cabofriense terá que vencer o Vasco/Tamoyo, segundo colocado, com 13 pontos. A partida acontece nesta terça-feira (21 de maio), às 20h, no ginásio Alfredo Barreto, em Cabo Frio.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

FUTSAL / Hora de definição na Copa Sylvio Maffei da SLFR

A equipe do Corrêas (de uniforme vermelho)
é o líder da chave B da competição

Da Redação do EsporteAgito
Com a bola rolando desde o dia 11 de abril, a 5ª edição do campeonato da Super Liga de Futsal Rio, categoria adulto masculino – que este ano recebeu o nome de Copa Sylvio Maffei – chega às rodadas finais do turno com as equipes do Benfica e do Corrêas (Petrópolis) na liderança de suas respectivas chaves.
A competição é disputada por 12 equipes divididas em duas chaves. A chave A tem o PSTM (Rio de Janeiro), Almirante Real (Rio de Janeiro), Holanda (Rio de Janeiro), Benfica (Rio de Janeiro) e Magé (Magé – RJ). Já na chave B estão Cinderella Fashion/Ranger Tur (Campos – RJ), União Macaé (Macaé – RJ), Matias Barbosa (Matias Barbosa – MG), Tamoyo/Mais Saúde/Fitness (Cabo Frio – RJ), Magnólia (Petrópolis – RJ), Piraí (Piraí – RJ) e Corrêas (Petrópolis – RJ). A equipe do Rica Rey, que inicialmente disputaria o campeonato na chave A, desistiu da competição depois dos grupos formados, razão pela qual a chave A tem cinco equipes e a B tem sete.
As equipes jogam somente entre as suas chaves e em turno único. Estarão classificadas para a fase seguinte as três primeiras colocadas do grupo A e as quatro melhores do grupo B. Ainda se classificará a equipe com o melhor índice técnico entre as duas chaves no geral para a disputa das quartas de finais.
“É o quinto ano da Super Liga Futsal Rio e estamos felizes com o número de participantes, sempre mantendo um alto nível de competitividade. A competição tem tudo para ser um sucesso e vem sendo importante para a manutenção do futsal em todo o Estado. Que vença o melhor”, comentou o presidente da SLFR, Marco Bruno.
Em jogo válido pela antepenúltima rodada do turno, o Corrêas venceu o Matias Barbosa na noite da última quinta-feira (9 de maio), na casa do adversário, na cidade mineira do mesmo nome – que fica próxima a Juiz de Fora –, por 5 a 3. Com o resultado o time petropolitano segue na liderança da chave B da Super Liga Futsal Rio, com nove pontos. O time alvirrubro saiu atrás no placar, mas conseguiu a virada e impôs seu ritmo de jogo para conquistar sua terceira vitória.
Já o Benfica assumiu a liderança na última terça-feira (14 de maio), ao derrotar o time do Magé por 5 a 2, na casa do adversário.
A classificação da Copa Sylvio Maffei até o momento é a seguinte:

CHAVE A
1º - Benfica – 9 pontos em 4 jogos
2º - Almirante Real – 6 pontos em 3 jogos
3º - Magé – 6 pontos em 3 jogos
4º - Holanda – 3 pontos em 3 jogos
5º - PSTM – 0 ponto em 3 jogos

CHAVE B
1º - Corrêas – 9 pontos em 3 jogos
2º - Tamoyo/Mais Saúde/ Fitness – 6 pontos em 2 jogos
3º - Magnólia – 6 pontos em 3 jogos
4º - Matias Barbosa – 6 pontos em 5 jogos
5º - Cinderella Fashion/Ranger Tur – 4 pontos em 4 jogos
6º - Piraí – 4 pontos em 4 jogos
7º - União Macaé – 0 ponto em 3 jogos

quarta-feira, 15 de maio de 2013

OPINIÃO / Juca Kfouri: ‘A programação se apalhaçou’


Por Lucas Oliveira*
(Transcrito do site Observatório da Imprensa)

O jornalista pode ser engraçado, bem humorado, mas não pode esquecer seu papel na sociedade. A programação esportiva da TV aberta se apalhaçou e quase não tem, rigorosamente, nada de importante.” A observação do jornalista Juca Kfouri, que atua em diferentes mídias. Ele coloca em dúvida a credibilidade da cobertura jornalística que se faz nos grandes veículos de comunicação em meio à preparação para os megaeventos que acontecem no Brasil nos próximos anos. É o que chama de “leifertização” (referência ao jornalista Thiago Leifert, da TV Globo) do jornalismo.
De acordo com Kfouri, a televisão aberta não é uma grande aliada na cobertura da Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas. Isso porque existe, por parte das emissoras, “uma confusão entre a compra dos direitos de transmissão dos eventos e uma associação com as entidades que os vendem”. E um dos efeitos práticos, segundo ele, é a existência de um jornalismo omisso de alguns veículos de imprensa. “Fatos como pessoas sendo expulsas de suas casas para a construção de vias para facilitar a mobilidade urbana estão à margem de boa parte da imprensa. Diversos documentários foram feitos sobre isso, mas pouco se vê nos grandes veículos”, disse.
Outro grande problema apontado por Juca Kfouri é a linha que divide liberdade de imprensa de liberdade de empresa. Para ele, a liberdade de imprensa só existe, de fato, no eixo Rio-São Paulo, onde estão os veículos que podem abordar diversos temas sem se preocuparem com possíveis retaliações. Nas outras regiões e em veículos dependentes de verba pública, essa liberdade é tolhida simplesmente pelo fato de não existir, por motivos óbvios, a liberdade da empresa.

‘Nada justifica as Olimpíadas’
Kfouri acredita que grandes eventos como as Olimpíadas e a Copa do Mundo são boas oportunidades para governos fazerem uma grande divulgação sobre os seus países, apesar dos riscos de uma má divulgação. A favor da realização da Copa no Brasil, o jornalista afirmou o país está perdendo a oportunidade de fazer uma Copa brasileira. “Não podemos querer realizar uma Copa do Mundo como na Alemanha ou na Ásia. Deveria se pensar em mostrar ao mundo o que nós somos e não o que gostaríamos de ser. É um evento de apenas um mês e vários estádios foram construídos em locais onde não existe futebol de primeira e segunda divisão”, afirmou. “Não havia a necessidade de novos estádios no Recife e em São Paulo, por exemplo. Já existem (ali) bons estádios que poderiam ser aproveitados na Copa.”
Se por um lado Juca Kfouri concorda com a Copa do Mundo no Brasil, por outro é crítico quanto à realização dos Jogos Olímpicos. “Não há nada que justifique trazer os jogos para o Brasil. Não existe uma política esportiva no país”. Para ele, o evento é a “farra dos empreiteiros e dos megapatrocinadores”.

* Lucas Oliveira é estudante de jornalismo e repórter da Agência de Notícias UniCEUB (DF)

terça-feira, 14 de maio de 2013

FUTSAL / Líderes, ADDP e Vasco goleiam na abertura do returno do Carioca adulto

ADDP (de uniforme branco) e Vasco/Tamoyo
estão empatados em número de pontos
Foto: Léo Borges/Divulgação

Da Redação do EsporteAgito*
A ADDP/Cabo Frio goleou, na noite desta sexta-feira (10 de maio) a Casa de España/Botafogo por 5 a 0 pela primeira rodada do returno e se manteve na liderança do Campeonato Carioca Adulto de Futsal. A partida foi realizada no ginásio Alfredo Barreto, em Cabo Frio.
No outro jogo da rodada dupla, no mesmo ginásio, o Vasco da Gama/Tamoyo também emplacou uma goleada de 5 a 0 sobre o América.
O líder da competição volta à quadra na próxima sexta-feira (17 de maio), quando enfrenta o América no ginásio da Rua Campos Sales, na Tijuca. No primeiro jogo, em Cabo Frio, a ADDP derrotou os rubros por 4 a 1.
Já a Casa de España/Botafogo encara o Teresópolis/Comary na quinta-feira (16 de maio) na quadra do Grajaú Country. Ambos os jogos dessa rodada estão marcados para as 20h30.
A classificação do Carioca, até o momento, é a seguinte:

1º  ADDP –  13 pontos  
2º  Vasco/Tamoyo – 13 pontos (perde no saldo de gols)            
3º  América – 6 pontos 
4º  Casa de España/Botafogo – 3 pontos             
5º Teresópolis/Comary – 0 ponto

* Com informações do site da FFSERJ

BASQUETE / Campeão da Super Copa Brasil, Fluminense está muito perto do NBB

Campeões da Super Copa Brasil, os tricolores querem agora
comemorar o acesso ao NBB (Foto: Divulgação)

Da Redação do EsporteAgito*
Com direito ao título da Super Copa Brasil e a vaga no triangular de acesso ao Novo Basquete Brasil (NBB) 2013/14 – a Primeira Divisão da modalidade no país –, o basquete tricolor teve um fim de semana inesquecível. No domingo, 12 de maio, o time das Laranjeiras dominou a decisão, venceu o Macaé por 106 a 93 (49 a 44) e ficou com o troféu da competição. Luciano Matão foi o cestinha da partida com 24 pontos.
Além de Matão, marcaram na conquista da Super Copa: Juan Pítu (18), Facundo Sucatsky (17), Juan Torres (16), Roberto Mafra (10), Eddie Miller (10), Thiago Perez (7), Rafael Malfi (2) e Ricardo Gaspar (2).
O caminho para chegar até o triangular foi longo e difícil. Além da montagem de uma equipe totalmente nova, o Fluminense teve que passar pela Copa Brasil Sudeste, onde esbarrou com adversários de peso, como o próprio Macaé. O Tricolor chegou à final com o Rio Claro e ficou com o vice-campeonato, suficiente para se credenciar para a disputa da Super Copa.
Mas o campeão não terá muito tempo para festejar a conquista. Com vaga assegurada no triangular que leva ao Novo Basquete Brasil, a equipe já volta à quadra nesta quinta-feira (16 de maio), às 19h, novamente contra o Macaé, no ginásio do Tijuca Tênis Clube. No dia seguinte, às 18h, o adversário será o dono da casa.
O técnico do Fluminense, Márcio Andrade, diz que não é hora de perder o foco no objetivo traçado. “Começamos esse projeto pensando em conquistar uma vaga no NBB. Estamos no último degrau antes de alcançar esse objetivo e não podemos relaxar depois de vencer a Supercopa Brasil. Já festejamos um pouco depois do jogo contra o Macaé. Agora temos que focar para celebrarmos ainda mais no fim de semana”, disse o treinador.

*Com informações do site do Fluminense FC e da Ideallize AC

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CULTURA DO ESPORTE / Biografia do craque Adílio será lançada no dia 13 de maio


Em Adílio camisa 8 da Nação, que será lançado no próximo dia 13 de maio (segunda-feira), na Livraria Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, a partir das 19h, o jornalista Renato Zanata Arnos detalha a trajetória de um dos maiores jogadores do futebol brasileiro em sua posição. Para contar o que Adílio era capaz de apresentar nos gramados, o autor analisou minuciosamente dezenas de videotapes de partidas que tiveram o atleta em campo.
Editado pela iVentura, com um relato leve e descontraído, Zanata retrata o que foi a carreira brilhante deste craque hábil, versátil, rápido e que sabia fazer gols. Não chutava forte, mas tinha posicionamento na área adversária que mais parecia de atacante.
O jornalista Mauro Cezar Pereira participou da publicação escrevendo o prefácio; Washington Rodrigues, o Apolinho, a orelha; e Fernando Calazans, a quarta capa.
De acordo com o Apolinho, o Adílio parecia flutuar em campo, alternando dribles incríveis em espaços reduzidos, criando situações claras de gol para os companheiros, com jogadas individuais que surpreendiam os marcadores e levantavam a massa torcedora.
Para Mauro Cezar, Adílio fez história, “escrevendo alguns dos mais importantes capítulos da trajetória do time mais popular do Brasil, e por causa disso, merecia mais do que uma música. Merecia um livro”. Agora ele tem.
Já Calazans declara que Adílio foi um desses jogadores que estão ficando cada vez mais raros no futebol brasileiro. Porque fazia tudo que um jogador deve fazer no meio de campo. Marcava, protegia a defesa. De posse da bola, organizava o time, montava a jogada de ataque, o lance do gol.
A Livraria da Travessa fica na Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

CULTURA DO ESPORTE / ‘Valdo, o Artilheiro’ é medalha de prata no Prêmio João Saldanha

O autor, Valterson Botelho, com o biografado craque
Waldo, o maior artilheiro da história do Flu

Da Redação do EsporteAgito
Em uma festa de gala, realizada no salão nobre da sede histórica do Botafogo, em General Severiano, no dia 29 de abril último, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro (Acerj) entregou o Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo 2013 aos vencedores de cada categoria.
O grande destaque da noite foi para a repórter Manuela Franceschini, do Sportv, com a reportagem Viva Nélson, o Rodrigues, que conquistou não somente o primeiro lugar da categoria Televisão, como também o Grande Prêmio João Saldanha.
O ESPORTEAGITO, porém, destaca e parabeniza o jornalista Valterson Botelho pela medalha de prata conquistada na categoria Literatura, com Waldo, o Artilheiro. O autor é um grande incentivador do nosso projeto desde ainda dos tempos do extinto jornal Agito da Galera, do qual foi integrante do Conselho Editorial e colaborador.
Conheça os vencedores de cada categoria:
INTERIOR
1º) OURO: Do futebol direto para a igreja – Leonardo Barros e Kiko Charret (Jornal O São Gonçalo)
2º) PRATA: Crônica: Eternos vilões – José Roberto Padilha (Entre-Rios Jornal)
3º) BRONZE: O Leão da coroa ainda resiste – Wesley Machado (O Diário - Campos)
JORNAL
1º) OURO: Série: Os negócios de Ricardo Teixeira – Sérgio Rangel (Folha de São Paulo)
2º) PRATA: Série: Na raiz do Futebol – Raphael Zarko e Marjoriê Cristine (Jogo Extra)
3º) BRONZE: Série: Centenário Fla x Flu – Bruno Braga, Rodrigo Lois e Thiago Bokel (Lance!)
LITERATURA
1º) OURO: Nunca houve um homem como Heleno – Marcos Eduardo Neves
2º) PRATA: Waldo, o artilheiro – Valterson Botelho
3º) BRONZE: Escravos do jogo – Marlos Bittencourt
RÁDIO
1º) OURO: Ricardo Gomes: um ano depois – Gustavo Penna (Rádio Brasil)
2º) PRATA: Racismo no esporte – Rafael Araujo (Rádio Brasil)
3º) BRONZE: O lado light do Abelão – André Luiz (Rádio Globo)
SITE
1º) OURO: Ronaldinho Gaúcho e o início do fim – Guto Seabra, Marlucci Martins, Diogo Dantas e Marjoriê Cristine (Extra-on-line)
2º) PRATA: Encontre os Super-Humanos / Perfis dos jogos Paralímpicos – Cahê Mota (Globoesporte.com)
3º) BRONZE: Racismo contra a judoca brasileira Rafaela Silva nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Ary Cunha e Luiz Ernesto Magalhães (Globo-on-line),
TELEVISÃO
1º) OURO: Viva Nelson, o Rodrigues – Manuela Franceschini (Sportv)
2º) PRATA: Duas paixões Brasileiras: Música e Futebol – Rogério Bastos Medeiros (TV Brasil)
3º) BRONZE: Série “Dez Anos do Penta” – Sidney Garambone (TV Globo)
GRANDE PRÊMIO JOÃO SALDANHA:
Viva Nelson, o Rodrigues – Manuela Franceschini (Sportv)
(Com informações do site da Acerj)

terça-feira, 23 de abril de 2013

CULTURA DO ESPORTE / III Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo divulga finalistas


Da Redação do EsporteAgito
A Comissão Organizadora do III Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo, promovido pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro (Acerj) divulgou nesta segunda-feira (22 de abril) os finalistas de 2013, nas diversas categorias.
A comissão julgadora, formada pelos jornalistas João Máximo, José Ilan, Márcio Tavares, Marcos Penido, Péris Ribeiro, Rafael Marques e Eraldo Leite, selecionou os três melhores de cada categoria entre 81 trabalhos inscritos.
Confira a seguir os finalistas, apresentados em ordem alfabética. Os vencedores serão conhecidos na festa de entrega do prêmio, no próximo dia 29 de abril, às 20 horas, na sede histórica do Botafogo F.R., em General Severiano.

CATEGORIA INTERIOR
* Crônica: Eternos vilões – José Roberto Padilha (Entre-Rios Jornal)
* Do futebol direto para a igreja – Leonardo Barros e Kiko Charret (Jornal O São Gonçalo)
* O leão da coroa ainda resiste – Wesley Machado (O Diário - Campos)
CATEGORIA JORNAL
* Série: Centenário Fla x Flu – Bruno Braga, Rodrigo Lois e Thiago Bokel (Lance!)
* Série: Na raiz do Futebol – Raphael Zarko e Marjoriê Cristine (Jogo Extra)
* Série: Os negócios de Ricardo Teixeira – Sérgio Rangel (Folha de São Paulo)
CATEGORIA LITERATURA
* Escravos do jogo – Marlos Bittencourt
* Nunca houve um homem como Heleno – Marcos Eduardo Neves
* Waldo, o artilheiro – Valterson Botelho
CATEGORIA RÁDIO
* O lado light do Abelão – André Luiz (Rádio Globo)
* Racismo no esporte – Rafael Araujo (Rádio Brasil)
* Ricardo Gomes: um ano depois – Gustavo Penna (Rádio Brasil)
CATEGORIA SITE
* Encontre os Super-Humanos / Perfis dos jogos Paralímpicos – Cahê Mota (Globoesporte.com)
* Racismo contra a judoca brasileira Rafaela Silva nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Ary Cunha e Luiz Ernesto Magalhães (Globo-on-line)
* Ronaldinho Gaúcho e o início do fim – Guto Seabra, Marlucci Martins, Diogo Dantas e Marjoriê Cristine (Extra-on-line)
CATEGORIA TV
* Duas paixões Brasileiras: Música e Futebol – Rogério Bastos Medeiros (TV Brasil)
* Série “Dez Anos do Penta” – Sidney Garambone (TV Globo)
* Viva Nelson, o Rodrigues – Manuela Franceschini (Sportv)  

segunda-feira, 15 de abril de 2013

BASQUETE / Fluminense estreia trio estrangeiro com uma vitória e uma derrota

Jogador tricolor prepara a enterrada na fácil vitória contra o
XV de Piracicaba, nas Laranjeiras
Foto: Bruno Haddad/FFC

Da Redação do EsporteAgito
Já classificada para a fase semifinal da Copa Brasil Sudeste de Basquete, primeira etapa a ser cumprida pelos times aspirantes ao NBB, a equipe tricolor iniciou na última sexta-feira (12 de abril) – com uma vitória e uma derrota – a sequência dos três últimos jogos válidos pelo returno da competição, que servirão para decidir a posição de cada equipe no final desta fase e, consequentemente, os confrontos das semifinais.
No primeiro jogo, já reforçado com o trio estrangeiro (os argentinos Juan Pitu, Juan Torres e o norte-americano Eddie Miller), o Fluminense conquistou um grande resultado ao derrotar o XV de Piracicaba por 83 a 57 (52 a 24), no Ginásio João Coelho Netto, nas Laranjeiras.
No sábado (13 de abril), contudo, contra o Rio Claro (SP), a história foi diferente e o Tricolor foi derrotado por 95 a 91 (44 a 48), em jogo também disputado no ginásio das Laranjeiras.
Nesta terça-feira (23), em partida válida pela última rodada do returno da competição, o Flu enfrenta o Macaé, às 20h, novamente nas Laranjeiras e precisa da vitória para garantir uma colocação mais favorável para a disputa das semifinais.

O difícil caminho para o NBB
Chegar à elite do basquete nacional não é tarefa das mais fáceis. Os clubes que desejam se candidatar ao seleto grupo do Novo Basquete Brasil (que substituiu o Campeonato Brasileiro, na categoria adulto masculino), precisam antes disputar a Copa Brasil – uma espécie de Segunda Divisão da modalidade, que é dividida em módulos regionais.
No caso do Fluminense, a equipe participa este ano da Copa Brasil Sudeste que, na primeira fase, reuniu seis times que jogaram entre si, em turno e returno. Os quatro primeiros colocados se classificaram para a semifinal: Fluminense, XV de Piracicaba, Rio Claro e Macaé. Os confrontos, disputados em melhor de três, ainda não foram definidos.
Os dois ganhadores desse playoff decidem o título e garantem vaga na Supercopa Brasil. As duas melhores equipes da Supercopa participam de um quadrangular de acesso à elite do basquete, com os dois clubes de piores campanhas do NBB em 2013, Tijuca e Suzano. Depois disso, o campeão e o vice do quadrangular ainda precisam atender a requisitos técnicos, estruturais e financeiros exigidos pela Liga Nacional de Basquete (LNB), organizadora do NBB.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BASQUETE / Fluminense reforça time com estrangeiros para tentar vaga no NBB

A partir da esquerda: Eddie Miller (ala), Juan Manuel Torres (pivô)
e Juan Manuel Rivero 
Pitu (ala-armador)

Em busca de uma vaga na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB), o Fluminense está com equipe definida para a sequência da Copa Brasil Sudeste de Basquete. Na última segunda-feira (8 de abril), o clube apresentou três reforços estrangeiros para a competição: o americano Eddie Miller (ala) e os argentinos Juan Manuel Torres (pivô) e Juan Manuel Rivero Pitu (ala-armador).
"Após um grande esforço, conseguimos fechar o time. Todos estão bem fisicamente, a adaptação não será difícil. Inclusive, esse foi um dos critérios que utilizamos na escolha dos reforços. O Facundo (Sucatsky, armador) me passou algumas informações sobre os dois argentinos. Quanto ao Eddie, ele vai trazer qualidade de infiltração", disse o técnico tricolor Márcio Andrade, que convocou a torcida para os próximos confrontos.
Com 2,08m, Juan Manuel Torres não se destaca apenas pela altura. O pivô teve excelentes médias em números de pontos e rebotes, foram 10,2 e 6,1 por jogo, respectivamente, na temporada passada pelo Weber Estudiantes (ARG).
Pela primeira vez atuando no Brasil, o americano Eddie Miller falou sobre a sua adaptação e elogiou o elenco e a comissão técnica do basquete tricolor. "A adaptação demora um pouco, principalmente por causa da língua. Mas estou tendo uma relação muito boa com o time e com os técnicos. Os atletas são bons e o grupo tem o perfil de uma grande equipe", contou o ala, um jogador ofensivo que gosta de jogar com velocidade, em contra-ataques.
O Fluminense já garantiu vaga nas semifinais da Copa Brasil Sudeste. Até o momento, o time tricolor tem 11 pontos em sete jogos e ocupa a segunda colocação da fase de classificação da competição. A equipe das Laranjeiras joga nesta sexta-feira (12 de abril), no Ginásio João Coelho Netto, nas Laranjeiras, às 19h, contra o XV de Piracicaba e, neste sábado (13 de abril), às 17h, contra o Rio Claro, novamente em casa.
Fonte: Ideallize A.C.

CICLISMO / Pedala Rio! Quem tem bicicleta, não pode faltar


Da Redação do EsporteAgito
Sábado também é dia de pedalar. Então, não deixe a preguiça chegar e saia com sua bicicleta para participar desse passeio que visa ao crescimento da pessoa como ciclista. Este é o convite que a Via Pedal e a RTS Bike fazem a todos os cariocas, para participarem neste sábado (13 de abril), a partir das 9h, de um passeio ciclístico matinal Pedala Rio, com destino ao Mirante do Pasmado e ao Parque Dois Irmãos.
Segundo Horacio Júnior, diretor da Via Pedal, o passeio é programado para incentivar e auxiliar as pessoas sobre a troca de marchas numa subida, desmistificar o impossível e mostrar que podemos ir mais longe e a lugares difíceis pedalando. “Quando na companhia de amigos então, fica muito mais prazeroso e seguro. Por isso convidamos a todos os que sabem andar de bicicleta para participar desse tour pela cidade e curtir o passeio. Colocamos um condutor de cicloturismo, apto e equipado com ferramentas de bicicleta e primeiros socorros, para auxiliar os ciclistas durante o passeio. Ninguém fica para trás”.
Todo mundo pode participar. O evento não tem inscrições, taxas ou restrições. Basta comparecer no local, no dia e hora marcada de bike e pedalar conosco”, acrescenta Horacio Júnior.
O ponto de partida é a loja da RTS Bike, em Botafogo, que fica na Rua da Passagem, 78 Loja D. De lá, os ciclistas seguem para o Mirante do Pasmado, pedalando pela a Praia de Copacabana, Ipanema e Leblon sempre pela ciclovia. No final da ciclovia do Leblon, os participantes seguem para o Parque Dois Irmãos e retornam ao local de encontro pelo mesmo caminho, num total de aproximadamente três horas de percurso.
A Via Pedal avisa que, em caso de chuva uma hora antes da  hora marcada, o passeio será transferido. Qualquer dúvida, basta ligar para os organizadores no telefone (21) 8259-2579.

CULTURA DO ESPORTE / Curso de Marketing com J.H. Areias tem promoção prorrogada até 15 de abril


Da Redação do EsporteAgito
Foi prorrogado até esta segunda-feira (15 de abril), o prazo para pagar com desconto de até 60% a inscrição para o 13º Curso de Gestão e Marketing Esportivo, ministrado pelo “papa” da matéria no Brasil, João Henrique Areias.
Esta nova edição do curso – voltado para estudantes de ensino superior e profissionais que atuam ou gostariam de atuar no meio esportivo – vai acontecer no próximo dia 20 de abril (sábado), das 9h às 18h, no Rio de Janeiro, e quem não aproveitar a promoção ainda tem chance de participar, porém pagando o valor integral da taxa de matrícula, que é de R$ 590,00.
O objetivo do curso é habilitar os participantes a identificar os diversos atores e processos da indústria do esporte, permitindo-lhe buscar aperfeiçoamento profissional e direcionar seus esforços para sua área de interesse.
Com oito horas de duração e dividido em cinco módulos, o método exclusivo desenvolvido por um dos precursores do marketing esportivo no Brasil, proporcionará ao aluno, desde o primeiro momento, uma visão do ambiente esportivo, com orientação predominantemente prática.
O curso acontecerá na BQ - Escritório Virtual e Centro de Treinamento, na Rua São José, 40 - 9º andar - Centro (em frente ao Edifício Garagem - Terminal Menezes Cortes).
Para quem se inscrever até esta sexta-feira, a inscrição custa R$ 295,00 (via pagseguro, cartão de crédito parcelado, boleto, etc.) ou R$ R$ 265,xx ( transferência/depósito bancário) à vista. Neste caso, para aproveitar o desconto, o interessado deve enviar um e-mail para jha@marketingesportivo.org para receber os dados bancários e o valor exato, com centavos para identificar o depósito.

Para mais informações, basta acessar o seguinte link: 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

OPINIÃO /Porque não temos estádio no Rio de Janeiro


João Henrique Areias

Falar é fácil, fazer é difícil (pensador desconhecido?)

A atual situação do futebol na capital da Copa e das Olimpíadas é, no mínimo, constrangedora.
Dos doze maiores times do país (RJ - SP - MG - RS), somente dois não tem estádio - Flamengo e Fluminense. Até em BH, onde Cruzeiro e Atlético não possuem estádios próprios, fizeram acordos com Mineirão e Independência respectivamente.
Falta de planejamento, visão e principalmente falta de profissionalismo dos nossos dirigentes?
Em 2004, quando assumi o marketing do Fla Futebol, junto com Júnior (diretor esportivo) e José Maria Sobrinho (diretor de administração e finanças), além de impulsionar a inauguração dos dois primeiros campos do CT Ninho do Urubu, convencemos a diretoria a levar a maioria dos jogos do Brasileirão para Volta Redonda (Estádio da Cidadania). O Maracanã confirmava ser o estádio mais caro do Brasil. De uma renda bruta em 2003 de R$ 2,2 milhões, o Flamengo levou para casa apenas R$ 200 mil, ou seja, 9% do que arrecadou. A Suderj ficou com R$ 500 mil e a CBF + FERJ com outros 500 mil.
As demais despesas, foram com arbitragem, exames antidoping, etc. Em Volta Redonda, o Flamengo garantiu R$ 100 mil líquidos mínimo por jogo com a prefeitura, mais 50% de outras receitas com concessões, espaços publicitários, etc. e, o mais importante, começava a adquirir experiência com a gestão de um estádio. Em 2005, diante da inércia do Flamengo, e sem o Maracanã, por conta das obras para o Pan 2007, o Fluminense tomou a dianteira e alugou o Estádio da Cidadania.
Ainda em 2005, fui chamado pelo então presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, que queria alugar, reformar e ampliar de 5 mil para 30 mil lugares o estádio da Portuguesa na Ilha do Governador, para que sua equipe e o Flamengo ali jogassem o Brasileirão 2005. Ele me chamou, pediu para levar a ideia ao presidente do Flamengo, Márcio Braga, que aceitou e me contrataram para gerenciar o projeto. Em 9 semanas captamos os recursos, fizemos as obras e os dois clubes jogaram 36 jogos na Arena Petrobras (vendemos o naming rights para a empresa que patrocinou as arquibancadas metálicas) e tivemos o segundo melhor público daquele ano, só perdendo para o Mineirão.
No final de 2009, a pedido do então presidente da Portuguesa, Antonio Augusto, procurei Flamengo e Fluminense para viabilizar um estádio com arquibancadas fixas, agora para 23 mil pessoas. Márcio Braga pelo Flamengo e Horcades pelo Fluminense me deram as autorizações e conseguimos a palavra do Governador Sérgio Cabral (veja no projeto no grupo com link abaixo) de que ajudaria, visto que o Rio iria precisar da arena em função dos megaeventos que estavam por vir.
Como em dezembro houve eleição no Flamengo, voltei ao clube no início de 2010, para apresentar o projeto para a nova diretoria, capitaneada por Patrícia Amorim e Hélio Ferraz e renovar a autorização. A presidente não participou da reunião e o VP avisou que eu teria de ser rápido porque ele tinha um compromisso. Ou seja, total falta de interesse. O detalhe é que nenhum dos clubes teriam de investir um só centavo. Bastava apoio político e interesse em usar a arena. Como contrapartida pelo investimento que iriam proporcionar à Portuguesa, poderiam utilizar o estádio como se deles fossem, por um número de anos que seria acertado pelas três partes.
Com a atual diretoria do Flamengo que ajudei a eleger, trabalhando na coordenação da campanha, demonstrei minha preocupação ainda durante a campanha. Num sábado chuvoso, no final de 2012, fui com o Eduardo Bandeira de Mello (atual presidente do Flamengo) e seu filho, visitar os estádios da Portuguesa, Bangu e Campo Grande (interditado). Na semana seguinte à eleição, fui com pessoas do marketing e do futebol a Volta Redonda, conversar com o prefeito Neto e visitar o CT João Havelange.
Com relação ao Engenhão, ainda em 2008, visitei-o com dois alunos - Alia Maas e Rômulo Macedo - de um Curso de Gestão de Arenas que ministrei no Rio. O relatório está no grupo sobre Gestão de Estádios, no link abaixo.
Ainda em 2008, quando dei assessoria para a Federação Capixaba de Futebol, sugeri ao governo do estado, através de seu secretário de Fazenda, José Teófilo, que comprassem o estádio do Rio Branco e construíssem uma arena moderna, devido a falta de bons estádios no estado.
Assim o fizeram e o vice governador Ferraço, meses depois, me contatou através do Sérgio Sotelino, um amigo comum, para que eu o acompanhasse numa visita ao Engenhão. Disse ao Sérgio que estava fora do Rio, não poderia ir, mas que ele visitasse o Engenhão, um estádio que custou cerca de R$ 500 milhões, para ver tudo que não deveria ser feito num estádio, mas que também visitasse o Estádio da Cidadania, um estádio que custou R$ 16 milhões (2% a 3% ) do Engenhão, com metade da capacidade (20 mil pessoas), e que era um exemplo de obra pública, funcionando sete dias por semana (universidade à distância, centro de fisioterapia, academia para a 3ª idade, etc).
O novo estádio do Rio Branco foi inspirado no Estádio da Cidadania, após visita do chefe da casa civil e do secretário de esportes do Espírito Santo a Volta Redonda.
Visitem o grupo abaixo e vejam o relatório do Engenhão produzido pela Alia Maas e Rômulo Macedo e o projeto do estádio na Portuguesa apresentado ao Flamengo em 2010 e o Relatório da Arena Petrobras. Tem também um guia sobre estádios que traduzi para meus alunos.
Saudações esportivas.

*João Henrique Areias, ex-vice-presidente de Marketing do Flamengo, é um dos precursores do marketing esportivo do país